Perseidas deixaram toda a gente de olhos postos no céu

Pico da chuva de estrelas aconteceu na noite de 12 para 13 de agosto, mas as Perseidas ainda podem ser vistas até 24 de agosto, cada vez com menos intensidade. Tiveram origem no cometa 109P/Swift-Tuttle, que passou pela última vez pelo Sistema Solar interior em 1992 e só regressa em 2125.

O público durante a sessão de observação das estrelas Perseidas. @Caruspinus

Mais uma vez, cerca de 30 pessoas, entre crianças e adultos, reuniram-se no Campo dos Mosqueiros, em Carapito, para observar as Perseidas, uma das mais conhecidas chuvas de meteoros do ano. Para alguns, foi a primeira oportunidade de assistir a este fenómeno; para outros, foi mais uma noite passada a olhar para o céu.

Durante a observação, foi possível ver, em média, uma estrela cadente a cada cinco minutos, embora o ritmo tenha variado ao longo da noite. Houve momentos em que surgiram várias praticamente ao mesmo tempo, enquanto outras eram tão ténues que dificilmente seriam visíveis. Umas foram rápidas e discretas; outras deixaram um rasto mais prolongado e proporcionaram momentos particularmente espetaculares.

A noite permitiu também perceber que o céu está longe de ser um espaço vazio. Entre uma estrela cadente e outra, foram identificados aviões e satélites a atravessar o céu, acrescentando ainda mais interesse à observação e mostrando a quantidade de movimento que existe acima das nossas cabeças.

Uma estrela Perseida a atravessar o céu de Carapito mesmo “por baixo” da galáxia de Andrómeda. A cor verde indica a presença de magnésio. @Caruspinus

Apesar das luzes artificiais que iluminam parte do céu em toda a volta, o Campo dos Mosqueiros revelou-se, uma vez mais, um ótimo local para observações astronómicas. Longe de grande parte da iluminação urbana, permite observar um número significativo de estrelas, a Via Láctea e outros objetos e acompanhar fenómenos como as Perseidas, proporcionando uma experiência particularmente interessante para quem começa a descobrir o céu noturno.

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