
O eclipse total do Sol de 12 de agosto movimentou multidões por toda a Europa e, apesar de em Portugal a totalidade só ter sido visível numa pequena área do Norte do país, a expectativa de poder observar o eclipse do Sol com a maior magnitude registada no último século gerou igualmente grande interesse.
Em Carapito, o programa previamente planeado pelo jornal CARUSPINUS e pela Junta de Freguesia de Carapito teve início às 17h00, na Sede da Junta de Freguesia, com a visualização do filme 3clipse, produzido pelo Museu Elder da Ciência e Tecnologia, da Gran Canária, e com narração em português do Centro Ciência Viva. A sala encheu e os presentes puderam conhecer a ciência por trás dos eclipses, várias curiosidades e, ainda, ficar a saber quando poderão observar os próximos eclipses do Sol, já em 2027 e 2028.

Devido ao alerta máximo de incêndio para o concelho de Aguiar da Beira, no final da sessão, a Guarda Florestal e o presidente da Junta de Freguesia de Carapito deixaram os alertas necessários e chamaram a atenção para os comportamentos a evitar durante a observação do eclipse. Tendo em conta o grande interesse no evento, a GNR autorizou, a título excecional, a deslocação para a Serra do Pisco e, conjuntamente com os Bombeiros Voluntários de Aguiar da Beira, Trancoso e Fornos de Algodres, garantiu a segurança no local.
A fila de carros rumo ao cimo da Serra do Pisco era longa e o estacionamento encheu, não só com os carapitenses, mas também com muitas outras pessoas que ali se deslocaram para observar o eclipse, uma vez que este era o ponto com as melhores condições de observação nos concelhos de Aguiar da Beira, Fornos de Algodres e Trancoso.

Junto ao Talefe e aos penedos próximos, grupos, famílias e amigos precisaram de aguardar apenas alguns minutos até que a Lua desse a primeira «trinca» no Sol. Os óculos que a Junta de Freguesia distribuiu gratuitamente “desapareceram” num ápice e eram usados frequentemente para verificar como o eclipse tinha progredido em relação a apenas alguns minutos antes.
O telescópio da Junta de Freguesia permitia observar com mais detalhe a evolução do eclipse em tempo real e também algumas manchas solares visíveis na superfície do Sol nesse dia.

O ambiente foi de grande convívio ao longo de mais de uma hora, numa concentração pública de uma dimensão como há muito não se via.

Quando a Lua cobriu 98,53% do Sol, no máximo atingido às 19h32, notou-se claramente a diminuição da luminosidade e cresceu o interesse pelo fenómeno e pelos dois astros que nos acompanham diariamente. Pouco depois, o interesse começou a diminuir e as pessoas começaram a deixar o local lentamente.
Seguiu-se o lanche-convívio no Salão de Festas do CCRC, oferecido pela Junta de Freguesia, onde a presença foi, igualmente, significativa.

O eclipse foi um acontecimento especial e único nas nossas vidas, mas a grande participação e o interesse demonstrado mostraram que vale a pena apostar neste tipo de eventos, que não só nos unem enquanto sociedade, como também criam um espírito de comunidade particularmente forte.
