Inscrições para concurso nacional de fotografia de artes e ofícios tradicionais abertas até 30 de abril

Promover e preservar as artes tradicionais, enquanto memória coletiva, através da dimensão estética da fotografia, são os objetivos do Concurso Nacional de Fotografia da Feira Nacional de Artesanato de Vila do Conde, que decorre entre 27 julho e 11 agosto de 2019. As inscrições encerram a 30 de abril.

A importância da proteção e promoção da diversidade das expressões culturais, nas quais se inserem as artes e ofícios tradicionais portugueses, é patenteada por uma convenção da Unesco, reconhecendo-as com um dos pilares e motores do desenvolvimento das comunidades, povos e nações.

De facto, o artesanato tem uma relação indissociável com os territórios de onde provém, refletindo a sua fisionomia e diferenciando-o, constituindo, no seu todo, um fator identitário do País que cabe preservar e promover.

Esta realidade é espelhada pelo facto de muitos produtos artesanais serem os embaixadores desses lugares, concelhos e regiões. Podem ser citados os Ovos-moles de Aveiro, o Galo de Barcelos, os Bordados de Viana, da Madeira, ou da ilha de S. Miguel, o Empedrado de Nisa, a Empreita da Palma Algarvia, os Bonecos de Estremoz, os Tapetes de Arraiolos, os Bombons de Lavacolhos, o Barro Preto de Molelos ou de Bisalhães, as Rendas de Bilros de Vila do Conde e de Peniche, a Olaria de Moncarapacho ou de Porches, a Cerâmica de S. Pedro Corval, os Chocalhos de Viana do Alentejo, o Cante Alentejano ou o Fado.

A proteção, promoção e manutenção da diversidade cultural é condição essencial para o desenvolvimento sustentável em benefício das gerações atuais e futuras, sendo dever de cada de um nós contribuir para a sua concretização, razão na qual se enquadra o Concurso Nacional de Fotografia FNA, num desafio lançado a fotógrafos profissionais e amadores”, segundo adianta a organização.

Na 28,ª edição deste concurso, a primeira de âmbito nacional, pretende implicar-se um maior número de fotógrafos a nível nacional, incentivar um maior envolvimento e cumplicidade entre artesãos e fotógrafos e permitir um registo mais abrangente do artesanato nacional. Assim, os fotógrafos passam a poder desenvolver o seu trabalho em qualquer ponto do território nacional, onde o artesanato aconteça.

“Cada trabalho deve ser apresentado sob a forma de portefólio e visar uma única arte artesanal. Tratando-se de um trabalho fotográfico, documental e artístico, de 6 a 10 imagens, a cor ou preto e branco, considera-se fundamental que as imagens sejam esteticamente concebidas e tecnicamente positivas. Valoriza-se a coerência do portefólio, no sentido de explicitar os métodos de produção da obra: a sua especificidade regional como arte tradicional, embora com as eventuais evoluções temáticas e estéticas, as matérias-primas, as técnicas utilizadas, a sua função utilitária e/ou artística, o artesão em ação e a obra terminada, ligando-a eventualmente à sua divulgação e exposição”, conclui.

Os trabalhos selecionados por um júri independente da organização da Feira Nacional de Artesanato de Vila do Conde integrarão uma exposição itinerante, um álbum digital, ao que acresce ainda o “Grande Prémio Fotografia FNA” no valor de 3.000€.

O regulamento pode ser consultado em www.fotografia-fna.org e a inscrição pode ser feita neste link.

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