Este Domingo comemora-se o 50.º Dia Mundial do Meio Ambiente

Vista da Terra a partir da Estação Espacial Internacional em 2014. ©NASA/Reid Wiseman

Neste Domingo, 5 de Junho, as Nações Unidas celebram mais uma vez o Dia Mundial do Meio Ambiente. Há 50 anos que a humanidade é convocada para celebrar a riqueza do planeta e destacar os perigos que ele enfrenta.

Com o tema “Uma só Terra”, a data procura consciencializar a população para “a importância de proteger a atmosfera, a riqueza e a diversidade da vida no planeta“.

Numa mensagem, o secretário-geral da ONU, António Guterres, diz que os sistemas naturais já não podem continuar a atender às “nossas demandas crescentes”. A exploração e degradação do meio ambiente já afetam cerca de 3 mil milhões de pessoas.

O Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano encontra o planeta a enfrentar uma tripla crise de mudanças climáticas, perda de natureza e biodiversidade, e, poluição e resíduos. À medida que estas crises se tornaram mais agudas, a mensagem deste dia torna-se mais urgente.

A ciência é clara: é necessária uma ação urgente e transformadora para parar o declínio do mundo natural. Por isso, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) produziu o Guia Prático #UmaSóTerra, uma bússola que orienta governos, cidades, empresas, grupos comunitários e indivíduos sobre as principais ações ambientais que podem implementar para efetuar mudanças reais.

Temos que perceber que só temos este mundo, este único planeta”, disse a diretora executiva do PNUMA, Inger Andersen. “Temos que nos mexer juntos e alcançar a sustentabilidade necessária a longo prazo”.

Níveis de dióxido de Carbono são agora 50% mais elevados de que os níveis pré-industriais

A quantidade de dióxido de carbono registada em Maio de 2022 ultrapassou em 50% os níveis pré-industriais, ao alcançar 421 ppm, alertou a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) na sexta-feira. A organização lembrou ainda que esses níveis não eram registados há milhões de anos. De acordo com a ONU as emissões de CO2 terão que ser reduzidas para metade até 2030 para evitar aumentos de temperatura de 2,7ºC e superiores até ao final do século.

Curva de Keeling de CO2 na atmosfera entre 1700 e o presente. ©Scripps Institution of Oceanography
Curva de Keeling de CO2 na atmosfera nos últimos 800 mil anos. ©Scripps Institution of Oceanography

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