Água desperdiçada gera perdas de 235 milhões de euros anuais para municípios e cidadãos

 

Comemorou-se nesta quarta feira, 22 de março, mais um Dia Mundial da Água. Também neste dia, a Associação Sistema Terrestre Sustentável (ZERO), apresentou os resultados de um estudo que fez com base em dados da Entidade Reguladora da Água e dos Resíduos (ERSAR), onde concluiu que “cerca de 30% da água captada, tratada, transportada, armazenada e distribuída, e que correspondem a 242 milhões de metros cúbicos/ano, não chega a ser faturada aos utilizadores, o que equivale a perdas económicas estimadas na ordem dos 235 milhões de euros/ano”.  Sobre o conceito de água não faturada, a associação esclarece que diz respeito “à utilização ilegal, às perdas reais, por roturas ou por mau uso, bem como às ofertas deste recurso natural a entidades ou a cidadãos, sem qualquer registo ou transparência.”

A ZERO analisou os dados de 256 entidades gestoras, sendo elas municípios ou empresas, privadas ou públicas, em quem os municípios delegam ou concessionam o serviço de abastecimento de água aos cidadãos. Das 256, concluiu a ZERO que, “171 apresentam uma qualidade insatisfatória na gestão física e económica da água, já que apresentam valores de água não faturada entre 30% e 77%, sendo também evidente a não disponibilização de dados por parte de 22 municípios”. Estes dados traduzem-se em que 67% das entidades analisadas apresentam uma qualidade insatisfatória na gestão física e económica da água.

O Município de Macedo de Cavaleiros foi reportado como o menos eficiente de todos os que foram analisados, apresentando perdas de 77.3%. As mais eficientes são as empresas INFRAQUINTA, pertencentes ao Município de Loulé, e que apresentam perdas de apenas 6.3%. Entre os municípios menos eficientes encontra-se o de Aguiar da Beira, que, segundo os dados divulgados pela ZERO, apresenta perdas anuais de 71.5%, num universo de 4874 alojamentos.

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Outro dado preocupante apontado pela associação é o facto de 754383 alojamentos continuarem a não estar ligados à rede (14% de um total de cerca de 4.5 milhões de alojamentos existentes com serviço efetivo), por não estarem habitados ou por possuírem origens alternativas de água (furos, poços, etc.).

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