Carapito

Serra do Pisco voltou a ser atingida pelo fogo

A Serra do Pisco voltou este ano a ser atingida por um incêndio de grandes proporções, ameaçando habitações, bens e pessoas.

Frente a avançar sobre a Revolta (13:46).

No dia 16 de Outubro de 2017, a Serra do Pisco voltou a pintar-se de negro devido a um incêndio florestal.

Aspecto do dia ao princípio da manhã no estradão para o parque eólico (08:38).

Iniciando-se, segundo se conseguiu apurar, em Cortiçô, durante a madrugada (difícil acreditar em causas naturais, acidentais ou conjunturais), as chamas avançaram implacavelmente pelo Sobral Pichorro e Maceira, dividindo-se em duas frentes que ameaçaram entrar em território carapitense. A frente vinda de Aveleiras e Barreira foi sendo controlada pelos bombeiros enquanto que a outra contornou Queiriz e Casal do Monte pela encosta de Aldeia Nova, chegando praticamente às habitações de ambas as povoações. Daí, uma frente seguiu para Trancoso, pela Venda do Cepo, e a outra subiu até ao parque eólico, ao início da manhã.

Contrafogo controlado lançado pelos bombeiros na Revolta (15:17).

Nas quintas do Brás e da Sernada foi onde se registou o maior afluxo de populares de Carapito, Eirado, Queiriz e Casal do Monte. Vindos de cima, estes últimos impediram um maior avanço sobre as suas povoações, ao passo que os restantes atalharam o caminho das chamas empurrando-as para o lado da Serra.

No entanto, com condições favoráveis, rapidamente o fogo subiu pelas encostas enquanto que, a pé, cerca de três dezenas de homens empreenderam desde a Sernada, o combate às chamas até à Revolta. Eram cerca das 16h00 quando conseguiram alcançar essa zona, tendo vindo a abafar o avanço do incêndio longe das explorações avícolas existentes.

Contrafogo junta a frente de fogo (15:53).

Já os bombeiros tinham lançado uma operação de contrafogo controlado desde a Revolta por uma rodeira no sopé da encosta enquanto o resto do incêndio descia lentamente pelas últimas árvores que haveria de consumir.

Houve dois reacendimentos sobre o Vale do Castelo, rapidamente controlados pelas 22h00, seguindo-se operações de controlo posteriormente.

Uma vez mais, a união, o esforço e persistência das Nossas Gentes levou a melhor sobre este inimigo intemporal que levou bens, vidas e a alegria a tantos portugueses este ano.

Descanso e lanche no final do dia (17:49).

José Gabriel Pires

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