Aguiarense Agostinha Monteiro participou na XX Festa do Livro em Saldo no Porto

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No âmbito do evento “XX Festa do Livro em Saldo”, no pavilhão Rosa Mota, no Porto, a professora e escritora Agostinha Monteiro foi convidada para apresentar a sua perspetiva sobre a motivação e a importância da escrita nos nossos dias.

Apesar das intempéries, foram muitos os leitores que se deslocaram para marcarem presença neste evento.

Numa conversa marcada pela boa disposição, a autora foi falando do papel que a escrita desempenha no dia-a-dia dos portugueses e no papel que a escrita tem na sua vida.

Apresentou as motivações que a levaram a escrever, fazendo pequenas incursões pelas suas obras, nomeadamente:

 Aprender a Escrever _ A escrita é uma atividade cognitiva complexa, uma vez que não é uma habilidade espontânea: exige trabalho e reflexão. Escrever não poderá ser uma mera sucessão de frases e parágrafos. Construir um texto exige que se obedeça a determinadas características que garantem a sua unidade de sentido: o encadeamento de conceitos ou ideias e os processos que organizam as palavras na frase. Assim sendo, a coesão e a coerência são os fatores fundamentais da conectividade textual. A produção de um texto coerente não é o dom exclusivo de uma minoria, mas uma capacidade ao alcance de qualquer sujeito alfabetizado a quem sejam propiciadas condições de aprendizagem adequadas.

Lendas e Histórias de Aguiar da Beira _O concelho de Aguiar da Beira é desde sempre marcadamente rural, com vestígios da presença humana que remontam até ao IV milénio a.C., atravessado por pés de várias civilizações, desde romanos a visigodos e árabes, riscado pelas lutas da Reconquista Cristã e depois pelos ideais medievais, é assim natural que deste cruzamento de modos de viver e pensar tenha resultado um mosaico de lendas e histórias que compõem o imaginário de uma comunidade, revelando os sentimentos da sua cultura, resultante da mistura de tantas. Por isso, nasceram lendas com mouras, soldados, santos e princesas, lobisomens e simples figuras típicas do povo. Todo um acervo oral de lendas e “histórias” que de certo modo compunham a ordem do viver coletivo.

Contos de Esperança_ Contos de Esperança é um livro que envolve o leitor ao longo de seis histórias, nas quais os seus protagonistas se movem na busca de uma felicidade que ultrapassa os limites do individualismo. A leitura destes contos é comovente, porque, com uma linguagem deliciosamente simples, capaz de desvendar os mais secretos significados da vida, a escritora aponta diretamente à essência da natureza humana e a valores de justiça e responsabilidade, tão fundamentais como a perseverança, a solidariedade, o amor e a amizade.

Foram momentos agradáveis que potenciou o convívio e a partilha de ideias entre os leitores e a autora.

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