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Pedro Dias acusado do homicídio de Liliane Pinto

PAULO NOVAIS/LUSA

Pedro Dias foi acusado do homicídio de Liliane Pinto, atingida a tiro na madrugada de 11 de outubro de 2016, na Estrada Nacional 229 entre Aguiar da Beira e Viseu. 

A acusação do Ministério Público foi deduzida horas antes do debate instrutório do processo principal, que decorre hoje no Tribunal de Trancoso e onde se discute a morte do militar Carlos Caetano e do marido de Liliane, Luís Pinto.

Mónica Quintela, que defende Pedro Dias, vai tentar a anexação dos processos para evitar dois julgamentos, estando sempre em causa uma pena de 25 anos de cadeia.

Pedro Dias tinha sido ouvido pela morte de Liliane em junho, mas recusou prestar declarações. Foi interrogado por videoconferência e conheceu as provas recolhidas pela PJ da Guarda. Não tinha sido acusado da morte de Liliane no processo principal porque, quando o despacho do Ministério Público foi proferido, a mulher, de 27 anos, ainda lutava pela vida. Esteve internada 5 meses, mas não resistiu aos ferimentos dos disparos na fatídica madrugada. Liliane terá sido obrigada a arrastar o corpo do marido antes de ser atingida.

Entretanto, segundo o Jornal de Notícias, um popular terá encontrado a arma com que Pedro Dias terá matado o militar da GNR Carlos Caetano e ferido o colega António Ferreira. Segundo o mesmo jornal, a pistola 7.65mm que os investigadores procuravam, poderá ainda ter sido usada durante um assalto a um armazém de rações de Leiria em 2011. A arma estava a escassos quilómetros da casa de Fátima Reimão, a amiga de Arouca que escondeu Pedro Dias na semana antes daquele se entregar à polícia.

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