Carapito

Os autores Carapitenses

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Quando se fala em Carapito fala-se não só no grande dinamismo da aldeia, no associativismo ou na capacidade de organizar eventos, mas também nos seus autores.

Em proporção da sua população, certamente que podemos dizer que Carapito tem um número de autores muito acima de qualquer outra aldeia do país. Não é um facto, mas apenas uma constatação que não estará muito longe da realidade. Até à data são já 10 os Carapitenses ou descendentes de Carapitenses que têm contribuído para as 30 obras já publicadas até à data.

E se assim é, vamos conhecer cada um desses autores e que obras já figuram já no espólio da freguesia.

Álvaro José Caseiro de Almeida

Nasceu em Carapito em 11 de Agosto de 1984, onde frequentou a escola primária. Frequentou depois as Escola Básica e Secundária de Aguiar da Beira, onde completou o 9º ano, a Escola Secundária de Fornos de Algodres, nos 10º e 11º anos e a Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, onde concluiu o secundário. Em 2002 ingressou na Universidade de Aveiro, tendo concluído a licenciatura em Física em 2007 e o mestrado, também em Física, em 2008. Atualmente é doutorando em Engenharia Física na mesma universidade. Na freguesia desempenha cargos no Clube Cultural e Recreativo, no jornal Caruspinus e na assembleia freguesia. Em 2014 publicou o primeiro livro em co-autoria com Tó-Zé Paixão.

[1] Carapito, A História de um Povo (2014)

 

Ana Leonor Tenreiro

Ana Leonor Tenreiro nasceu em Carapito a 30 de junho de 1974. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, tem-se dedicado à narração de textos, adaptação de contos, escrita criativa e mais recentemente à escrita de livros. Profissionalmente desempenhou já diversos cargos, desde jornalista, a animadora, guionista ou redatora. Publicou já dois livros até à data.

[1] O Homem que ia Contra as Portas (2010)

1. O Homem que ía Contra as Portas

[2] Porque Chora o Rei? (2015)

2. Porque Chora o Rei

António do Nascimento Almeida

Nasceu a 2 de Abril de 1953 em Vila-Novinha, freguesia de Rio de Mel e concelho de Trancoso. Com pouco mais de meio ano foi levado para Carapito, onde fez o exame da 4ª classe. Depois ainda frequentou durante um ano lectivo o Seminário em Gouveia. Em 1965 foi para Sacavém, onde trabalhou no comércio, restauração e explorou ainda um mini-mercado/cafetaria. Publicou já duas obras.

[1] Que Vida!… (2010)

1. Que Vida

[2] CAA – O Homem, os seus (de)Feitos (2013)

2. CAA - O Homem, os seus (de)Feitos

António Francisco Caseiro Marques

Nasceu em Carapito em 1951. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa exerce a profissão de advogado em Vila Real. Esteve ligado à criação de diversos jornais, de entre eles o “Caruspinus”, é neste momento o director do semanário “Notícias de Vila Real”, que se publica nesta cidade desde Setembro de 1998. Cronista, colaborador de vários jornais e revistas. Publicou já 7 obras literárias.

[1] Crónicas com Canela, Sal e Pimenta (1996)

1. Crónicas com Canela, Sal e Pimenta

[2] Maldito Minério (1999)

2. Maldito Minério

[3] Kosovo (2001)

3. Kosovo

[4] Assim se Moldava o Barro (2003)

4. Assim se Moldava o Barro

[5] No Laró (2004)

5. No Laró

[6] Maldita Justiça (2009)

6. Maldita Justiça

[7] A Romãzeira Chorosa (2015)

7. A Romãzeira Chorosa

António José Paixão Lopes

Nasceu em Carapito em 30 de novembro de 1956, onde concluiu a escola primária. Frequentou o Seminário de São José em Fornos de Algodres, o Externato de Aguiar da Beira e o Colégio da Via-Sacra em Viseu. Concluiu o Magistério Primário em 1976. Frequentou a Faculdade de Arquitetura do Porto e licenciou-se em 1992 pelo Instituto Superior de Ciências Educativas, em Educação Visual. Atualmente é professor no Agrupamento de Escolas Joaquim de Araújo em Penafiel. Foi diretor do jornal Caruspinus de 1985 até 2003. É presidente da Ordem Franciscana Secular de Penafiel. Atualmente dedica os tempos livres à pintura, tendo realizado várias exposições individuais e coletivas. Publicou já seis obras, a maioria em co-autoria com o seu irmão.

[1] Carapito, Minha Terra (1992)

1. Carapito, Minha Terra

[2] Dias de Fazer (1999)

2. Dias de Fazer

[3] Aguiar da Beira – Roteiro Turístico (2000)

3. Aguiar da Beira-Roteiro Turístico

[4] Por Minha Culpa (2002)

4. Por Minha Culta

[5] Carapito: 500 Anos de Foral… Milénios de História (2014)

5. Carapito, 500 Anos do Foral

[6] Carapito, A História de um Povo (2014)

 

Carlos Afonso Paixão Lopes

Nasceu em Carapito em 25 de Julho de 1959, onde concluiu o ensino primário. Frequentou o Seminário das Missões, o Externato de Aguiar da Beira, o Colégio da Via-Sacra e o Liceu Nacional de Viseu. É diplomado pela Escola do Magistério Primário de Viseu e licenciado em História pela Universidade de Coimbra. Fez o Curso de Património Histórico-Artístico, Natural e Etnográfico do Centro Nacional de Cultura e Formação Pedagógica em Didáctica da Educação Física do 1º Ciclo do Ensino Básico. Atualmente é professor na Escola Básica Nº1 de Sátão. Foi membro da Assembleia Municipal e vereador da Câmara Municipal de Aguiar da Beira. É coordenador e treinador da Escola de Futebol da Associação Desportiva de Sátão. A sua obra literária estende-se já por uma dúzia de publicações.

[1] Nos Caminhos do Pão (1995)

1. Nos Caminhos do Pão

[2] Dias de Fazer (1999)

2. Dias de Fazer

[3] Aguiar da Beira – Roteiro Turístico (2000)

4. Aguiar da Beira-Roteiro Turístico

[4] Por Minha Culpa (2001)

3. Por Minha Culpa

[5] O Homem do Pelourinho (2004)

5. O Homem do Pelourinho

[6] Lengalengas de Aprender a Ler (2006)

6. Lengalengas de Aprender a Ler

[7] O Planeta Desterrado (2008)

7. O Planeta Desterrado

[8] A Tartaruga Atropelada (2009)

8. A Tartaruga Atropelada

[9] Santos da Porta (2011)

9. Santos da Porta

[10] Sátão-Retratos da Nossa História (2011)

10. Sátão

[11] À Descoberta do Primeiro Santo – São Teotónio (2012)

11. São Teotónio

[12] Carapito: 500 Anos do Foral, Milénios de História (2014)

12. Carapito, 500 Anos do Foral

Joana Filipa da Cruz dos Santos

Nasceu a 9 de maio 1996 em Coimbra. Sendo filha de Conceição Caetano, uma Carapitense que ali foi procurar um outro tipo de vida, nunca esqueceu as suas raízes. Frequentou a Escola Primária de Samora Correia e depois a Escola C+S João Fernandes Pratas. Em 2012 ingressa na Escola Secundária de Alves Redol, em Vila Franca de Xira, para frequentar o curso profissional de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva. Ainda que muito jovem, publicou já a sua primeira obra no verão passado, onde mostra o seu à-vontade com a escrita e também a certeza de que não irá parar por aqui.

[1] À Beira Mar (Uma Vida, Uma História) (2015)

1. À Beira Mar

Leontina de Jesus Caseiro

Nasceu em Carapito a 8 de Fevereiro de 1941. Aí cresceu, casou em 1961 e teve dois filhos. Em 1964, decidem ir viver para o concelho de Almada. Durante o tempo em que trabalhou na indústria vidreira, rimava com frequência sem querer. Era certamente poetisa sem saber e, como tal, as quadras nunca passavam para o papel. Só a partir de 1987, já afastada da sua atividade profissional, as saudades desta e da sua terra natal começaram a ser fonte de inspiração para outras rimas, que de imediato são escritas e que fazem parte de um livro intitulado “Minha Terra Minha Gente”.

[1] Minha Terra Minha Gente (2002)

1. Minha Terra Minha Gente

Maria Silvina Narciso Lima

Nasceu em Carapito em 20 de Abril de 1940. Com 12 anos foi para junto de familiares, na Sertã, e depois para Lisboa. Em 1955 ruma a Angola onde trabalhou num estúdio fotográfico e depois como funcionária do Cinema Miramar, que exibia filmes ao ar livre. Algum tempo depois abriu uma tabacaria, atividade que viria a retomar em Montalvo–Constância, para onde foi viver em 1975, onde reside ainda atualmente. Dedicou grande parte do seu tempo livre à poesia, tendo ainda sido colaboradora do jornal Caruspinus com muitos dos seus poemas. Muito do seu trabalho foi publicado numa obra editada pela Câmara Municipal de Constância.

[1] Poetas Populares de Constância – Maria Silvina Lima (1992)

1. Poetas Populares de Constância

Teresa Augusta Barranha

Nasceu em Carapito em 15 de agosto de 1971, onde frequentou a escola primária. Frequentou a Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, onde foi também jornalista durante 14 anos, tendo passado por várias rádios e outros órgãos de comunicação social. Fez parte do gabinete de apoio à presidência na Câmara Municipal de Aguiar da Beira, onde é vereadora em regime de não permanência. Criou no início de 2015 em Carapito o Clube de Leitura “Os Foralitos“. A sua primeira obra foi também publicada em 2015, abordando o tema da desertificação das aldeias do interior.

[1] Regal, Defesa da Aldeia (2015)

1. Regal, Defesa da Aldeia

Não tendo como autor uma pessoa específica, das Comemorações dos 500 Anos do Foral de Carapito, em 2014, resultou um livro que resume tudo o que foi feito ao longo desse ano, sendo um documento histórico para guardar.

[1] Comemorações dos 500 Anos do Foral de Carapito (2015)

Livro_500_Anos_Foral

Certamente que esta veia artística não irá parar por aqui e já no próximo ano de 2016 estes ou outros autores irão trazer-nos novas obras. É esperar para ver. Contudo nunca é demais lembrar que Carapito é hoje também conhecido pelos seus escritores, estando a deixar um importante legado às gerações vindouras, dado que muitas das suas obras têm como base a própria aldeia, as suas gentes, as histórias e a história em si.

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