
A. F. Caseiro Marques irá apresentar, na quarta-feira, 17 de junho, a partir das 21h30, no Centro Cultural Regional de Vila Real, o seu novo livro Inquieto, Mas Crente.
A apresentação será feita pelo doutorado José Carlos Gomes da Costa, professor da UTAD.
Sobre o livro
O título dá o mote para uma enormidade de questões que o autor vai tratando, ao longo de mais de cinquenta textos. Na introdução, o autor refere que, após o Concílio Vaticano II, “a Igreja abriu-se mais ao mundo, principalmente pelo trabalho dos movimentos de leigos, que contribuíram para o reforço de uma opinião pública eclesial, através do estudo dos documentos conciliares e dos últimos Papas, com destaque para S. João Paulo II, Bento XVI e o Papa Francisco”. Com base nessa abertura e na preocupação em analisar, reflectir sobre os problemas atuais da sociedade e da Igreja, foi publicando textos, em diversos órgãos de comunicação social, quer civil, quer de natureza religiosa. Neles expõe as suas reflexões pessoais sobre os mais diversos assuntos, tendo em consideração a atualidade religiosa, mas também imbrincados com problemas sociais, económicos, políticos e culturais, aos quais não podem ser alheios, de um modo especial, os baptizados.
Neste livro, podemos encontrar textos onde se fala dos problemas que afetam a Igreja no seu conjunto, tais como, entre muitos outros: a igreja diocesana, o papel dos leigos, os divorciados e recasados, a mudança das estruturas, a nova evangelização, os jovens e a Igreja, a ecologia, o serviço, o diálogo inter-religioso, os últimos Papas e os amigos que partiram.
Igualmente, incluiu vários textos sobre a sinodalidade eclesial, iniciada pelo Papa Francisco, designadamente o resultado das reflexões realizadas nos grupos em que o autor participou como redator dos documentos resultantes da primeira fase da caminhada sinodal.
Na qualidade de militante e dirigente diocesano e nacional da Acção Católica Rural (ACR), Caseiro Marques apresenta, também, reflexões e propostas sobre este movimento de leigos, tendo em vista a sua promoção na Igreja e projecção na sociedade, à qual se dirigem as acções dos seus militantes e simpatizantes.
O livro conta com um prefácio do Dr. Flausino Silva, também ele militante e antigo dirigente diocesano e nacional da ACR, no qual, sobre o livro e o autor, escreveu que “o percurso que fomos fazendo juntos, na caminhada em ACR, e que continuamos ainda noutros planos, mostrou a fibra de militante que foi e é o António Caseiro, com as múltiplas iniciativas que liderou e lidera na sua Diocese, mantendo uma acção constante, não apenas no âmbito eclesial, mas também no âmbito cívico, político, social e cultural, de que o jornal que fundou, Notícias de Vila Real, é um exemplo e os livros já publicados atestam amplamente. Associo-me, pois, com júbilo, a mais esta expressão da sua militância”.
O professor universitário José Carlos Gomes da Costa, no posfácio, refere que “ao terminar a leitura destas páginas, sente-se bem o desassossego que habita o seu autor ou, dito de outra maneira, uma inquietação que lhe brota do interior ao observar e reflectir sobre a realidade em que vive. É, poderíamos dizer, uma inquietação que tem origem e se contextualiza na metodologia da Acção Católica Rural“.

