
O concelho de Aguiar da Beira está, desde quarta-feira, a ser fustigado por três incêndios, com várias localidades em situação crítica. Em Carapito, Eirado, Barranha, Antela, Souto de Aguiar da Beira, Gradiz e Pinheiro o fogo tem consumido grandes áreas de mato e floresta e ameaçado habitações, chegando mesmo a atingir algumas delas, assim como empresas e estruturas agrícolas. Também foram registados vários feridos, um deles com gravidade, um jovem de 19 anos, em Carapito, para além de enormes perdas de bens e animais.
Para além do jovem, quatro bombeiros sofreram na quinta-feira queimaduras, três dos quais tiveram de ser transportados para o hospital de Viseu. O quarto bombeiro foi assistido no local. Um civil também sofreu ferimentos ligeiros e foi assistido no local. No dia anterior já tinham sido registados três civis com ferimentos ligeiros.
Na quinta-feira, em vários locais a população viu-se sozinha a combater os incêndios, uma vez que os bombeiros não conseguiram acorrer a todos os locais críticos. O vento manteve-se ativo durante toda a tarde e com variações de direção e intensidade, o que dificultou significativamente o combate.
Em declarações à comunicação social, o Presidente do Município de Aguiar da Beira, Virgílio da Cunha, disse não haver perspetivas de ter de evacuar alguma localidade, mas que foram evacuadas pessoas de um Lar para o centro da Vila de Aguiar da Beira.
Na sexta-feira a situação foi ainda mais difícil. Virgílio da Cunha disse que Aguiar da Beira estava “à espera que chegue ajuda, o mais rapidamente possível” para travar o incêndio que está cada vez mais perto de várias povoações na zona de Ponte do Abade. “É uma situação muito crítica. Só temos os bombeiros de Aguiar da Beira no terreno e um helicóptero a fazer descargas. Isso não chega face à intensidade do fogo, que está a dirigir-se para as povoações“.
As chamas dos incêndios que iniciaram em Trancoso e Sátão já alastraram a outros oito municípios: Fornos de Algodres; Aguiar da Beira; Sernancelhe; Moimenta da Beira; Penedono; São João da Pesqueira; Mêda e Celorico da Beira.
O incêndio teve três frentes ativas muito grandes, uma delas com mais de 20 quilómetros.
Em novas declarações à comunicação social, Virgílio da Cunha disse que o fogo deixou rasto de destruição “muito grande” no concelho de Aguiar da Beira, onde “arderam várias casas, duas ou três habitadas, e as restantes eram segunda habitação.”
Notícia atualizada às 00h47 de 18.08.2025.
