
Para os entusiastas da astronomia e do espaço, poucos espectáculos são tão comoventes como o lento ascender da nossa galáxia, a Via Láctea, em toda a sua majestade, pela escuridão do céu noturno. No entanto, nas noites de hoje, a cintilação das cidades, vilas e aldeias quase apagou do firmamento o esplendor que outrora se podia contemplar a olho nu, roubando à maioria da humanidade o privilégio de admirar o cosmos no seu estado original.
Ainda assim, subsistem refúgios — por vezes recônditos, quase secretos — onde o céu permanece intacto e onde as estrelas ainda se distinguem nitidamente dos objetos artificiais lançados pelo Homem.
É nesses lugares, sob abóbadas límpidas e silenciosas, que os astrofotógrafos, munidos de câmaras sensíveis e lentes que mais parecem janelas para o infinito, captam a Via Láctea em todo o seu fulgor — cores moldadas por estrelas distantes, nebulosas etéreas, gases ondulantes e poeiras cósmicas que pintam o Universo como uma tela viva.
Para nos recordar que o céu continua a ser um palco de maravilhas, o blogue de viagens Capture the Atlas organiza, ano após ano, o concurso “Fotógrafo da Via Láctea do Ano”. Já na sua oitava edição, foram recentemente reveladas as 25 imagens vencedoras de 2025 — e cada uma delas é um tributo ao espanto.
Apertem os cintos: esta viagem levar-vos-á dos desertos solitários do Chile aos vastos horizontes dos Estados Unidos, do Iémen à Suíça, da Guatemala à Ilha da Madeira e até à longínqua Nova Zelândia. Desta vez, nem a Estação Espacial Internacional ficou de fora, com uma vista arrebatadora que contrasta com o brilho fragmentado das luzes da Terra.
Fique agora com as imagens.
